Bojo Elétrico

Bojo Elétrico

O 1º CD do Matuto Moderno foi gravado de dezembro de 1999 a fevereiro de 2000, com produção musical de Alexandre Fontanetti da Mulambo Records, hoje Spaceblues.

Com excessão das faixas “De papo pro á” e “Rio de lágrimas” todas as composições são de autoria da banda.

São 14 músicas, ouça alguns trechos em MP3.

1. Pimbaíba do Catiribó
2. Milhar na cabeça
3. Falando com o povo
4. Sábios Jetsons
5. Devoção
6. Contramão
7. De papo pro ar
8. Pra você
9. De volta à cidade
10. Martinha e o diabo loiro
11. Mané de mané mesmo
12. Bojo elétrico
13. Rio de lágrimas
14. Carma que eu tô carmo

Festeiro

Festeiro

O 2º CD do Matuto Moderno foi gravado de julho de 2001 a fevereiro de 2002, com produção musical de Matuto Moderno e Alexandre Fontanetti da SpaceBlues Estudios.
Neste disco o Matuto teve a participação de vários convidados especiais como Pena Branca na faixa Macaubeira, Pereira da viola em Viva Santos Reis, Cícero Gonçalves em Vide vida marvada, além dos irmãos Márcio e Eduardo Miranda (bandolinista que mora em Lisboa há cerca de 10 anos), do cantor e compositor Newtom Barreto da banda Fulanos de Tal e do grupo Catira Brasil.

1. Desse mato sai coelho
2. Macaubeira
3. Caminho das águas
4. Um xote
5. Minha viola
6. Curva de rio
7. Canção tropeira
8. O verso
9. Viva Santos Reis
10. Vide vida marvada
11. O caipira e o gaúcho
12. Viagem dos três Reis
13. Recortado queima bucha

Razão da Raça Rústica

Razão da Raça Rústica

O 3º CD do Matuto Moderno foi gravado de julho de 2004 a março de 2005, com produção musical de Ricardo Vignini e Alex Mathias.
Novamente com a participação dos irmãos Miranda, neste disco foram usados os mais modernos recursos disponíveis em tecnologia de gravação, proporcionando uma sonoridade até então inédita na viola caipira, que foi gravada acústica e elétrica.

O fato do CD ter sido produzido e gravado pela própria banda fez com que se tornasse o mais experimental já produzido.

1. Naviola
2. No apito do mestre
3. Sonho matuto
4. Velha praga
5. Misteriosa flor
6. Samba do euro
7. Veio dizer
8. São Gonçalo protetor, cramunhão trambiqueiro
9. Lavrador
10. Nas ondar do ar
11. Roceiro da cidade
12. Rio abaixo

Empreitada Perigosa

capa_EMPREITADA
Empreitada perigosa é o quarto CD do Matuto Moderno, banda que em 2009 completa 10 anos. É também o primeiro trabalho com o baterista Ricardo Berti que substituiu Ivo Junior em 2006. O CD anterior “Razão da Raça Rústica” , de 2005, era totalmente autoral e em contraponto o grupo escolheu gravar para o “Empreitada Perigosa” somente versões de importantes compositores do cancioneiro caipira de várias épocas., sendo esse o primeiro trabalho com essa característica.

Entre 2005 e 2008, fase intermediária entre os 2 CDs os membros do Matuto Moderno conviveram muito com a música raiz autêntica, Marcelo Berzotti, o baixista da banda acompanhou as duplas Índio Cachoeira e Cuitelinho, Carreiro e Carreirinho. Ricardo Vignini produziu 3 CDs do Índio Cachoeira, “Convite de Violeiro”, com seu Parceiro Cuitelinho – 2006, “Solos de Viola Caipira” – 2007 e “Violeiro Bugre” – 2008. No mesmo ano Ricardo Vignini também foi um dos produtores do DVD “Hístorias e Raízes” com Os Favoritos da Catira e Os Mensageiros de Santos Reis. No Ano de 2007 Ricardo foi curador do projeto “O Brasil Caboclo de Cornélio Pires” no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília e São Paulo, projeto da Brasil Festeiro com as maiores duplas de música raiz em atividade, participaram; As Galvão, Zé Mulato e Cassiano, Cacique e Pajé, Pedro Bento e Zé da Estrada, Liu e Leo, João Mulato e João Carvalho, Índio Cachoeira e Cuitelinho, Jacó e Jacozito e Os Favoritos da Catira.

Dessa convivência foi sendo moldado o “Empreitada Perigosa” , CD lançado pelo selo Folguedo, único do Brasil focado apenas em viola, que é de Vignini e conta com a distribuição da Tratore.

Faixa a Faixa

O CD começa com “Viola Cósmica” de Gildes Bezerra e Pereira da Viola, gravada inicialmente para a coletânea “Moda nova”de 2003, a banda decidiu regra vá-la, pois ela sintetiza muito bem o espírito do Matuto Moderno.

“Caminheiro” de Anair de Castro e Jack, o dueto dessa faixa é feito com Alex Mathias e Edson Fontes, filho do “Seu Oliveira” do grupo Os Favoritos da Catira, Edson faz parte do Matuto Moderno desde 2002.

Duetos de vozes e violas em “Ecologia Brasileira” de índio Cachoeira e Cuitelinho que também participam da faixa.

Escutando as histórias de Pedro Bento sobre a dupla com o Zé da Estrada surgiu a vontade de gravar a canção rancheira “Seresteiro da Lua” de Pedro Bento e Cafezinho, que com o Matuto ganhou uma versão mais lenta e doce. A dupla Pedro Bento e Zé da Estrada era a dupla preferida de José Carlos Berzotti pai do baixista Marcelo Berzotti.

“Índia” de Herminio Gimenez, José Fortuna e Pinheirinho Jr é uma das canções que já tiveram muitas versões não só no Brasil como na América Latina, e o Matuto não podia deixar de ter a sua, que resultou em um arranjo radical em formula de compasso 4/4.

Vidal França, baiano de Aporé é o autor de “Canção de Jovino” , que originalmente foi lançada no vinil “Fazenda” de 1983, bolacha essa que andava nas vitrolas dos membros da banda há muitos anos e depois. Vidal tornou-se amigo do Matuto Moderno no seu extinto “Lua Nova”, bar refúgio dos cantadores em São Paulo, essa música ficou com um arranjo bem pop e diferente da original com guitarras distorcidas e bateria marcante.

“Cabocla” de Tonico e Tinoco, a dupla coração do Brasil não poderia deixar de estar presente em um CD de homenagens do Matuto Moderno, novamente com dueto de voz de Alex Mathias e Edson Fontes, contou também com a participação de Márcio Miranda no violão de 7 e cavaco. Márcio participou de todos CD’s da banda.

“Empreitada Perigosa” de Moacyr dos Santos e Jacozinho ficou com uma característica marcante do Matuto Moderno que é a execução de pagodes de viola com baixo, bateria, guitarras e percussões aliadas à viola caipira, Empreitada Perigosa intitula o CD pelo desafio da banda em lançar seu primeiro trabalho não autoral.

No começo de 2000 bandas do interior de São Paulo e capital começaram a se organizar para projetar suas carreiras, “Fulanos de Tal” de Rio Claro foi uma das que junto com o Matuto Moderno compartilhou dos mesmos ideais. “O Cururu” de Newtom Barreto é considerado um clássico dessa época por isso está presente no CD.

Com seria um sacrilégio gravar um CD de viola sem Tião Carreiro e Lourival dos Santos, “Navalha da Carne” aparece com uma introdução muito interessante e sua letra tem uma temática muito atual, quase um rap.

O arrasta pé “Curimbatá” , de Palmeira e Mario Zan, faz parte do repertório do Matuto Moderno desde o primeiro show da banda e agora tem sua versão devidamente registrada.

Uma das maiores fontes de aprendizado da banda, o grupo Os Favoritos da Catira, que nessa convivência desde 2002 formou fortes laços com o Matuto Moderno, tinha que ter sua hora em “Forte Abraço” , de “seu Oliveira” e seus agregados, trazendo a catira com guitarras distorcidas, uma das marcas registradas da banda.

Parceria de peso de Raul Torres e Carreirinho “Peito Sadio” contou com a segunda voz do Carreiro fechando o CD.

Matuto Moderno 5

Matuto Moderno 5

O álbum Matuto Moderno 5, foi gravado totalmente ao vivo em um sítio na cidade mineira de Pedralva, registrado da forma mais crua possível resgatando a maneira como eram gravados os álbuns na décadas de 70. Com a entrada do Zé Helder na banda, ao mesmo tempo em que Edson Fontes assumiu os vocais, a banda ficou mais radical acentuando os extremos do lado rock e raiz. O CD teve a produção do Matuto Moderno junto com seu primeiro produtor, Alexandre Fontanetti e do também engenheiro de audio e produtor André Ferraz. Com 10 faixas autorais, inclusive uma parceria de Ricardo Vignini com André Abujamra na faixa Topada, Matuto Moderno 5 é dedicado ao percussionista e co-fundador da banda Mingo Jacob, falecido um mês antes do início das gravações. R$ 25,00 (Frete Incluso) –